sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Responsabilidade Socioambiental na Construção de uma Cultura Solidária

Responsabilidade socioambiental vai muito além da reciclagem de materiais descartados pelas organizações, ou até mesmo pela comunidade. Que milhões de materiais são produzidos pela sociedade, sabemos e isso já não é novidade. No entanto, a forma com que trabalhamos a distribuição desses produtos é que muita gente ainda não sabe como fazer. Observo que ainda existe uma grande resistência, principalmente nas residências em dar o primeiro passo para a prática desse costume que é a coleta seletiva.As organizações despertaram para essa nova demanda e já começaram a tomar consciência da importância dessa postura frente a esse cenário de aquecimento global, poluição de rios, mares. É a partir daí que a parceria entre organização e comunidade se fortalece para minimizar os impactos desses fenômenos na sociedade. O que percebo como um dos primeiros passos para a construção de uma cultura solidária.A mudança de hábito é uma das principais dificuldades presentes principalmente nas comunidades mais carentes, em que não existe uma política de saneamento, infraestrutura e saúde. Conscientizar essa parcela da população é um dos grandes desafios na construção de uma cultura solidária. Mas de onde deve partir essa iniciativa, das organizações públicas, privadas ou da própria população? Nessa queda de braço quem perde somos todos nós com a degradação do meio ambiente.Essa iniciativa deve partir desses dois personagens, tanto das organizações como também da comunidade. Reduzir, reaproveitar e reciclar são os principais verbos conjugados quando se trata de responsabilidade ambiental. Reduzir significa consumir menos, deixar de comprar o que não é necessário, adquirir aquilo que somente seja essencial para a nossa sobrevivência. Isso para algumas organizações ou famílias é um grande desafio. O excesso, quando não é reaproveitável vira entulho, que muitas vezes demoram mais de 100 anos para se decompor. Reaproveitar significa transformar, mas muitas vezes não temos conhecimento de que, ao comprarmos um produto, poderá virar matéria prima para a confecção de novos materiais. Finalmente a reciclagem, tão conhecida por todos nós, mas que é apenas uma parte do processo.O mais interessante de tudo isso é quando se envolve a comunidade. O processo de produção artesanal permite à comunidade participar ativamente na composição dos novos produtos. Dessa forma, se capacitam, tem a possibilidade de inserção no mercado de trabalho, conhecimento de novas técnicas de trabalho, geram renda, fazem movimentar a economia da população e, sobretudo, desenvolvem entre si uma consciência social e ambiental. Considero todo esse processo como parte integrante na construção de uma cultura colaborativa, prática, social, ambiental, econômica e política. Ou seja, uma cultura solidária.


Danilo Marinho
Comunicador Social
Recife (PE)

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